A passagem de Claudio Carsughi é um golpe para os fãs do futebol e automobilismo. E do bom jornalismo
Por Sergio Milani
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Esquecer da fala suave com o sotaque italiano será difícil. E nem se deve deixar de lado. Mas o ciclo da vida segue seu caminho e Claudio Carsughi deixa este plano, com seu dever mais do que cumprido.
Confesso que só fui conhecer o lado de F1 muito tempo depois. Afinal de contas, o rádio até algum tempo atrás, salvo exceções, era bem regional, e a Jovem Pan não pegava no Rio de Janeiro. Mas Carsughi ajudou a formar muito o gosto automotivo através de seus textos na revista Quatro Rodas. Posteriormente, fui acompanhar na ESPN e no SporTV
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Infelizmente, não tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente. Mas agradeço muito pelo seu trabalho que, com certeza, ajudou a influenciar muitos em campos tão diversos como automóveis e futebol (até porque a sua carreira jornalística começou na Copa de 1950) e em tantas frentes da imprensa. Eu incluso que, como ele, não sou um jornalista de formação.
Fica o legado da análise concisa, porém completa. A fala tranquila, mas contundente. O texto de fácil leitura e compreensão. Em dias em que a forma escraviza o conteúdo, seu legado deve ser mantido e levado adiante. Afinal de contas, a qualidade prevalece no final.
Um italiano de sangue, mas um brasileiro de alma. Grazie mille, maestro.
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