F1 volta à moda e os cofres agradecem

por Sergio Milani

Anúncio do acordo Gucci/Alpine é mais um exemplo de que a F1 volta a ser um belo veículo de marketing para as marcas de moda

por Sergio Milani
Subscreva gratuitamente para receber novos posts e apoiar o meu trabalho.

Apresentação do acordo Gucci/Alpine (fonte: Alpine Formula One Team)

Não é de hoje que a F1 está na moda. Não me refiro somente ao aumento de público nos últimos tempos. Mas também ao fato de grandes marcas de luxo e moda voltarem seus canhões para a categoria. O mais novo capítulo desta história é o anúncio feito nesta quarta (27/05) do acordo da Gucci para ser o patrocinador principal da Alpine nas próximas 3 temporadas, a começar em 2027, em um valor estimado de US$ 150 milhões.

A ligação da F1 com marcas de luxo e moda não é recente. Já nos primórdios, havia a exploração da imagem dos pilotos com fabricantes de relógios. Posteriormente, na década de 70, vimos também perfumes se aproximando e marcas de roupas como a Boss se chegando.

Na década de 80, a F1 teve uma grande ampliação da sua exposição, especialmente através da TV e o expoente maior deste relacionamento foi a Benetton. A marca de roupas italiana começou timidamente apoiando Riccardo Patrese em 1978 e apareceu firmemente nos carros da Tyrrell em 1983. Àquela altura, a marca dos irmãos Benetton se apoiava numa expansão mundial e uma ousada estratégia de marketing. Em seguida, apoiaram a Alfa Romeo e a Toleman. Até que, em 1985, o magnata britanico dos transportes Ted Toleman, desgostoso com os golpes desferidos pelos gigantes da categoria, vendeu o seu time para os italianos.

A partir dali, Benetton passou a significar mais do que simplesmente roupas. Fazendo um paralelo, foi algo semelhante ao movimento que a Red Bull fez com a Jaguar. E os italianos ficaram 16 anos na F1, vencendo títulos e levando seu nome cada vez mais longe.

Outros nomes de peso passaram pela categoria como Sergio Tacchini, Armani, Tommy Hillfinger. Sem contar tantos outros menores. Tudo no intuito de aproveitar a exposição mundial que a F1 oferecia.

Posteriormente, marcas como a Rolex (relógios) atrelaram seu nome à F1. Mas em um primeiro momento, pela ostentação e a imagem que a categoria passavam. Com a entrada da Liberty Media, o publico voltou a se renovar e marcas como Puma e Adidas passaram também a jogar suas atenções. Afinal de contas, agora não era só um publico de alto poder aquisitivo que fazia parte. Mas também uma parte considerável passou a ser composta de jovens e mulheres. A tal da diversidade como alguns gostam de frisar.

Prova disso foi o acordo que a F1 fechou com a gigante LVMH, estimado em US$ 100 milhões anuais, para expor as diversas marcas do conglomerado ao longo da temporada. Louis Vuitton passou a ser um nome comum para que assiste a F1. E é isso que a LVMH busca: reforçar a sua exposição e alcançar um amplo publico. Afinal de contas, não são somente bolsas e roupas de alta costura, mas uma gama imensa de produtos….

É de olho nisso que o mundo da F1 quer trazer estas marcas. A categoria oferece uma plateia de quase 2 bilhões de espectadores pela TV, outros tantos presencialmente e uma massiva exposição nas redes sociais. As marcas querem chegar a um público de uma categoria que tem aura e imagem de “legal” que é extremamente fiel e com disposição de gastar.

Para os times, mais oportunidade de negócios em suas propriedades, que vai além do simples espaço nas carenagens, mas também pelo aumento de arrecadação pela Liberty, que repassa parte considerável das receitas para as equipes. Nada melhor do que dinheiro para manter a roda da competitividade em alta velocidade…

Obrigado por ler Scuderia Milani – por Sergio Milani!

Subscreva gratuitamente para receber novos posts e apoiar o meu trabalho.

Voce pode gostar também