É normal – e recomendável – a troca de guarda. Mas, mesmo com tantos nomes, ainda não há uma referência clara para o jornalismo de automobilismo
por Sergio Milani
Subscreva gratuitamente para receber novos posts e apoiar o meu trabalho.

Em meio a uma discussão quase enlouquecedora sobre qualidade de transmissão de corridas que trepassa as redes sociais e que são levadas mais na base do achismo do que de dados efetivos, uma dúvida que aparece entre os fãs é quem será o novo Reginaldo Leme?
É normal em outras áreas este tipo de questionamento. Se pegarmos mesmo no automobilismo, aqui no Brasil, quando aparece um piloto promissor, se será um “novo Senna”. Reginaldo ainda está na ativa e, mesmo sem estar nas transmissões da F1 na TV, segue atuando em várias frentes, inclusive estreando no rádio nas transmissões da BandNews FM.
Obrigado por ler Scuderia Milani – por Sergio Milani! Subscreva gratuitamente para receber novos posts e apoiar o meu trabalho.Subscrever
É uma questão também de se respeitar o legado. Algum tempo atrás, escrevi um texto neste sentido, já que havia muita discussão sobre o papel de Reginaldo nas transmissões e ainda sobre sua relevância. Críticas são normais, mas a grande maioria era muito acima do (bom) tom. O próprio Reginaldo veio a público expor parte de suas questões de saúde, que levaram sim a uma interferência na sua atuação.
A comparação aqui tem o objetivo de questionar quem fará este papel de “referência” perante ao público. Não é fazer um comparativo direto a um cara que ajudou a formar e moldar o gosto da audiência sobre F1, principalmente em uma fase em que o Brasil era dominante na categoria.
Hoje a dinâmica é bem diferente. Reginaldo veio de uma era em que as fontes eram escassas e criou uma autoridade quase que naturalmente por este aspecto. Claro que tivemos outros nomes fortes ao longo do tempo, mas Reginaldo seguiu e hoje é praticamente um Oráculo.
Quem poderia hoje ter este papel de “referência”?
Existem nomes em pauta. Os que surgem naturalmente são os que estão na F1. Julianne Cerasoli está no circo há tempos, praticamente sendo a unica batendo ponto em quase todas as corridas. Mariana Becker cumpre também este papel e faz hoje o mesmo caminho que Reginaldo fez anos atrás: saindo da reportagem e indo para os comentários. Rafael Lopes, que pode se dizer “cria” de Reginaldo Leme, que trabalhou anos na produção das transmissões e tem tido chances no Grupo Globo nos ultimos tempos.
Em outras categorias, podemos citar gente que milita na área há muito tempo e em vários campos, como Rodrigo Mattar e Tiago Mendonça.
Além dos jornalistas, temos a categoria do “pilotos comentaristas”: Luciano Burti segue no posto, com a permanência de Felipe Giaffone; Christian Fittipaldi, que trabalhou um tempo nas transmissões da Indycar e ancora o podcast “Pelas Pistas” veio para as transmissões do SporTV. Na Band, Max Wilson segue nos comentários de outras categorias e tem voltado a participar mais ativamente na internet.
Na internet e redes sociais, temos uma profusão de nomes. Porém, quantidade não quer dizer qualidade. Embora tenham nomes que apareçam em várias frentes e podem até ter um numero razoável de seguidores, o formato se sobrepõe ao conteúdo. Espera-se que o tempo faça a seleção natural do processo.
Talvez não tenhamos um único nome. Pela pluralidade que temos no mundo atual, a chancela de respeitabilidade acabe ancorada em várias frentes. Porém, é uma busca que se faz necessária em prol da qualidade.
Obrigado por ler Scuderia Milani – por Sergio Milani!
Subscreva gratuitamente para receber novos posts e apoiar o meu trabalho.