IndyCar: redução de potência é questão de sobrevivência

por Gildo Pires

Não foi nehuma surpresa para nós. Era esperado que, em algum momento, a “bolha estourasse”. A despeito de todas as tentativas da Indycar de mitigar os problemas de conceito e construção do atual carro da categoria, o instinto de sobrevivencia falou mais alto.

A IndyCar Series informou suas equipes sobre um novo plano para reduzir a potência de seus sistemas híbridos pelo restante da temporada.

As restrições começarão a ser implementadas em Road America com o XPEL Grand Prix e fará com que a equipe técnica da IndyCar faça ajustes corrida a corrida para diminuir a potência híbrida em algo entre 10 e 25 por cento, dependendo do circuito.

Conforme noticiado pela imprensa especializada, dependendo do circuito, o sistema híbrido da IndyCar pode contribuir com aproximadamente 50 cv em breves rajadas. Em circuitos ovais, o híbrido é o único recurso de aumento de potência disponível para os pilotos, acionado por um botão no volante. Em circuitos mistos e de rua, o híbrido funciona como um dos dois recursos de aumento de potência, já que os pilotos também recebem um impulso extra do turbocompressor através do sistema push-to-pass, que pode ser usado independentemente do impulso híbrido ou em conjunto para gerar mais de 100 cv por breves períodos, complementando os motores V6 biturbo de 2,2 litros fabricados pela Chevrolet e pela Honda.

É consenso nos bastidores da categoria, principalmente entre os engenheiros e chefes de equipes, que “está se falando de alguns décimos (de segundo)”, e não de uma diferença por volta tão significativa que pudesse comprometer a performance de carros e pilotos durante a competição.

A mudança ocorre após um início de temporada conturbado, durante o qual problemas contínuos de confiabilidade com os sistemas de armazenamento de energia e as unidades de motor-gerador levaram a preocupações com o fornecimento para a série.

Ao reduzir os números de geração e implantação de energia aos níveis iniciais dos sistemas, há quase dois anos, quando estrearam em Mid-Ohio, a esperança é restaurar a confiabilidade das unidades e salvaguardar o estoque de híbridos, a fim de concluir a temporada sem enfrentar um déficit de suprimentos.

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