Com Hamilton em um possível fim de ciclo e Verstappen ameaçando sair, a F1 se vê na necessidade de novos ícones para o futuro e garantir a continuidade do interesse
por Sergio Milani
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Embora seja uma peleja eminentemente técnica, baseado nas máquinas, a F1 atrai boa parte da atenção centrada nos pilotos. Embora tenhamos gigantes automotivas e marcas icônicas, que despejam toneladas de dinheiro, são aqueles malucos de carne e osso que magnetizam o respeitável público.
Alguns anos atrás, escrevi um artigo sobre o assunto, mas focando em Lewis Hamilton. À época, estávamos na ressaca de Abu Dhabi 2021 e não foram poucas as falas de que o piloto britânico estaria pensando em se retirar. Mas independente disso, já se colocava no horizonte uma possível saída.
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O que se falava naquele momento é que Max Verstappen era o nome para ocupar o posto de “estrela principal”. Em pesquisas feitas, seu nome já aparecia como favorito entre os fãs de alguns países e principalmente depois de seu primeiro título, sua popularidade espoletou.
Já não é de hoje que (não só) a F1 depende de montar narrativas para poder aumentar a atenção do respeitável publico. Algumas podem até sair de controle (vide o caso Piquet x Senna em 1988), mas não só brigas dentro da pista que aumentam a audiência.
Embora também não se possa ignorar o fato sucesso na equação. Max Verstappen trouxe os holofotes para si ao vencer 4 títulos seguidos. E mesmo o seu lado não tão midiático acaba chamando atenção. Ele deixa claro que não gosta do montante de eventos de Relações Públicas e quer correr. Maior prova disso foi a atenção despertada por sua participação nas 24 Horas de Nurburgring este ano.
Verstappen se tornou um ativo importante para a F1. E para um negócio que hoje se preocupa com redes sociais, cliques e ativações, além de prestar contas para acionistas, ter a incerteza de que pode perder uma de suas estrelas (mesmo oficialmente tendo um contrato até 2028) é algo que os burocratas planilheiros da Liberty Media se pelam de medo…
A F1 já teve estes momentos de incerteza. Talvez o momento mais crítico tenha sido 1994, quando Senna morreu e a categoria ficou sem nenhum campeão. Até a volta de Nigel Mansell, que estava na Indy, foi providenciada. Mas Schumacher venceu e a roda seguiu girando e se renovando…
Hoje a situação aparenta ser menos crítica. Afinal de contas, temos nomes como Charles Leclerc e agora a “novidade” Kimi Antonelli. Rostos fotogênicos e com carisma. Isso ajuda, mas é preciso mais. A guarda sempre evolui e como diz a velha canção, o novo sempre vem. Só que a caixa registradora cobra o seu preço e a Liberty quer o seu próximo herói….
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