Inteligência Artificial: a mais nova fronteira da F1

por Sergio Milani

Na busca por performance (e dinheiro), a F1 abraça a inteligência artificial

por Sergio Milani
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Não é de hoje que a F1 sempre busca olhar ao seu redor para buscar ganhos de performance. Basta analisar o histórico da categoria e ver que foi bater em campos tão diversos como militar e aeroespacial para poder encontrar soluções que fizessem os carros andarem mais rápido.

Mais recentemente, a F1 voltou suas baterias para a TI. O namoro com a eletrônica não é recente, mas teve uma relação carnal dos anos 2000 e mais recentemente com a chegada de gigantes como IBM, HP, Oracle.

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Não podemos esquecer que a F1 atualmente é um ambiente de altíssima tecnologia. São usados computadores de alto poder de processamento para desenvolvimento de soluções para a competição (ainda mais em tempos de restrições de uso de túnel de vento). Além disso, são usadas soluções para a simulação de pista para a preparação de pilotos e engenheiros. Bem como a transmissão de dados de pista e a fábrica.

O carro em si já é um festival de dados: são cerca de 300 sensores espalhados por todo o canto, gerando mais de 2GB de informação por volta ou 1,1 milhões de pontos de dados por segundo….

O desafios das equipes é cada vez mais lidar da melhor forma com esta maçaroca de informação para conseguir ter com mais assertividade acesso ao que realmente importa e possa converter em um melhor trabalho dentro e fora da pista.

Aí entra a Inteligencia Artificial…

A área de tratamento de dados é cada vez mais crítica para os times. Tanto que a Williams acaba de criar um Escritório de Dados e trouxe um profissional da Google para comandar a área. Além disso, acaba de fechar uma parceria com a Antrhopic para trazer a solução Claude como “parceiro de pensamento” (Official Thinking Partner). McLaren aproveita a parceria com a Google para trazer a experiência da gigante para as provas, o mesmo fazem Red Bull com a Oracle e a Ferrari com a IBM e a Palantir. A própria F1 tem um acordo com a Amazon e usa o braço tecnológico (AWS) para administrar suas informações.

Aos poucos, os ganhos vão aparecendo. Em entrevista recente, Hannah Schimtz, responsável pelas estratégias da Red Bull, declarou que o uso de inteligência artificial e tratamento de dados aumentou em cerca de 25% o número de simulações de corrida durante o final de semana. Estamos falando de capacidade de tratamento e não de possibilidades….

Claro que o lado financeiro acaba pesando. Mesmo que não coloquem dinheiro, só o acesso a este tipo de ferramentas acaba por ajustar e muito as funções. Para se ter ideia, um desenho de CAD, que já levou cerca de 40 dias para ser feito, hoje pode ser concluído em até 12 horas. Em um cenário de um teto orçamentário de US$ 215 milhões, qualquer otimização é bem-vinda.

Vejamos até onde vai este capítulo….

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