
O lançamento da Copa do Mundo FIA Extreme H, a primeira competição de automobilismo movida a hidrogênio do mundo, marcou um momento decisivo para a igualdade no automobilismo.
Durante o fim de semana de estreia na cidade de Qiddiya, na Arábia Saudita, a cronometragem oficial da FIA mostrou uma diferença média de velocidade de apenas 0,36 segundos entre pilotos homens e mulheres, ao longo de uma volta de dois minutos, um marco importante para a igualdade no automobilismo.
A diferença de tempo é uma média observada em um espectro de corridas Extreme H, incluindo Time Trial, Multi-Car e a final da Copa do Mundo com oito carros. Os dados demonstram de forma impressionante que, quando em igualdade de condições — com tempo de pilotagem igualitário, acesso aos mesmos equipamentos, suporte de engenharia, mentoria e tecnologia avançada —, as mulheres podem alcançar resultados comparáveis aos de seus colegas homens, no mais alto nível do automobilismo.
Em sua temporada de estreia, a Extreme H continua a promover o talento feminino no mais alto nível do automobilismo, apresentando uma seleção excepcional de pilotos competindo em condições de total igualdade. A Copa do Mundo FIA Extreme H de 2025 conta com um elenco de nível mundial, incluindo Molly Taylor (Jameel Motorsport), Mikaela Åhlin-Kottulinsky (Team KMS), Catie Munnings (Team Hansen), Klara Andersson (Carl Cox Motorsport), Hedda Hosås (Team EVEN), Christine GZ (JBX), Amanda Sorensen (STARD) e Gray Leadbetter (ZEROID Motorsport), todas competindo lado a lado com seus colegas de equipe masculinos em máquinas idênticas movidas a hidrogênio.
Alejandro Agag, fundador e CEO da Extreme H, disse: “A Copa do Mundo FIA Extreme H não está apenas transformando o automobilismo, está redefinindo o que significa igualdade no esporte. Em seu primeiro evento, a Extreme H já se tornou uma das plataformas mais poderosas para mulheres no esporte profissional, e isso é apenas o começo.
“Através da Extreme E e agora da Extreme H, construímos um ambiente onde as melhores pilotos do mundo competem em igualdade de condições com os melhores pilotos do mundo em geral, nomes como os campeões mundiais da FIA Sébastien Loeb, Carlos Sainz, Nasser Al-Attiyah, Jenson Button, Johan Kristoffersson e Timmy Hansen. Os resultados falam por si: quando as oportunidades são iguais, o desempenho vem como consequência. Essa é a mudança que nos propusemos a provar.”
Burcu Cetinkaya, presidente da Comissão de Mulheres no Automobilismo da FIA, afirmou: “A Copa do Mundo FIA Extreme H estabelece um novo padrão de igualdade no automobilismo. Seu formato com igualdade de gênero é baseado em dados e comprova que, quando as oportunidades são verdadeiramente iguais, o desempenho é definido pelo talento, e não pelo gênero.”
“Igualdade de oportunidades também significa igualdade de tempo e acesso a conhecimento especializado. Muitas mulheres entram no esporte, mas não recebem o mesmo tempo de desenvolvimento, o que impacta os resultados. Felizmente, na Copa do Mundo FIA Extreme H, os dados mostram que a diferença de desempenho – medida em segundos – tem diminuído significativamente.
Este é um exemplo poderoso de como uma competição inclusiva e bem estruturada pode impulsionar o progresso real e inspirar a próxima geração de pilotos femininas.”
Da Extreme E à Extreme H: Um salto de 91%
A Copa do Mundo FIA Extreme H se baseia no legado de sua antecessora, a Extreme E, o campeonato de off-road elétrico que introduziu as primeiras duplas de pilotos mistas obrigatórias na categoria. Desde a primeira temporada da Extreme E em 2021 até o último evento da Extreme H em 2025, utilizando os mesmos dados de referência, a diferença de desempenho entre pilotos homens e mulheres diminuiu de 4,5 segundos para apenas 0,4 segundos no Super Sector, uma melhoria significativa de 91%.
Jenson Button, chefe da equipe JBX, comentou: “Esses resultados provam que igualdade e desempenho podem andar de mãos dadas. A Extreme H criou uma estrutura onde todos competem por mérito, e o cronômetro comprova isso.”
Gray Leadbetter, da ZEROID Motorsport, disse: “Correr de carros é o único esporte em que não importa se você é homem ou mulher, e ter a oportunidade com a Extreme H de competir contra alguns dos melhores é uma oportunidade fantástica para nós, mulheres, provarmos que temos o mesmo poder e as mesmas capacidades que os homens.”
Hedda Hosås, da equipe EVEN, acrescentou: “A diferença agora é mínima. Não se trata mais de gênero, mas sim de precisão, trabalho em equipe e do nível de risco que você assume. Esse é o sinal de um progresso real.”
Christine GZ, da JBX, disse: “Quando começamos na Extreme E, a diferença era grande, assim como a curva de aprendizado. Agora, na Extreme H, estamos competindo em pé de igualdade. A tecnologia, o ambiente, a oportunidade, tudo está alinhado.”
Uma Nova Era para o Esporte e a Sustentabilidade
A Copa do Mundo FIA Extreme H une a inovação do hidrogênio ao progresso social, provando que corridas com zero emissões também podem oferecer oportunidades sem barreiras. Com seu formato exclusivo de competição mista e plataforma de tecnologia de hidrogênio, a série está redefinindo o que desempenho, sustentabilidade e igualdade representam no automobilismo.
A mensagem da Extreme H é clara: na corrida por um futuro mais limpo e justo, o talento não tem gênero.