A Citroën Racing vai entrar na Fórmula E

por Racer

A marca Citroën retornará ao automobilismo mundial ainda este ano, após o anúncio de sua participação na Fórmula E na temporada 2025-26.

A empresa francesa substituirá a Maserati, também pertencente ao grupo Stellantis, na equipe MSG, sediada em Mônaco, encerrando uma longa saga sobre o futuro da marca italiana no campeonato. A Maserati se juntará à DS – que se tornou uma marca independente de luxo da Citroën em 2014 – na categoria e, por pertencer ao mesmo conglomerado, utilizará os mesmos motores da DS Penske, assim como a Maserati fez nas últimas três temporadas.

“A Citroën está oficialmente retornando ao automobilismo como equipe de fábrica, uma área que moldou sua história e lenda”, diz um comunicado da empresa. “Compartilhando valores ao se reconectar com o automobilismo em sua forma mais visionária: uma competição 100% elétrica, responsável e comprometida.”

A Citroën tem uma história rica no automobilismo, principalmente nos ralis. Conquistou a Copa do Mundo FIA de Ralis Cross-Country de 1993 a 1997 e venceu o Rali Dakar quatro vezes na década de 1990.

Após a virada do século, tornou-se uma força dominante no Campeonato Mundial de Rali, conquistando nove títulos consecutivos com Sébastien Loeb (o triunfo de 2006 ocorreu sob a bandeira da Kronos Total Citroën World Rally Team, enquanto a fábrica preparava o C4 WRC para a competição).

A Citroën dominou o WRC com Sébastien Loeb. Massimo Bettiol/Getty Images

Em 2014, a Citroën estreou nas corridas de circuito ao ingressar no Campeonato Mundial de Carros de Turismo da FIA com o sedã C-Elysée. O carro mostrou-se competitivo desde o início, vencendo 17 das 24 corridas daquela temporada com José María López, Yvan Müller, Loeb e Ma Qing Ha. López conquistou o título naquele ano e adicionou mais dois em 2015 e 2016, antes da marca se retirar do campeonato. O WTCC foi encerrado definitivamente após a temporada de 2017.

O programa de Fórmula E será a estreia da Citroën em corridas de monopostos e também a sua primeira em uma categoria totalmente elétrica. A formação de pilotos da equipe ainda não foi confirmada – mais informações sobre o projeto serão divulgadas em 20 de outubro – mas é provável que conte com o atual piloto da DS Penske e bicampeão da Fórmula E, Jean-Éric Vergne, e com o recém-contratado Nick Cassidy, que deixará a Jaguar e também pilotará para a Peugeot, marca irmã, no Campeonato Mundial de Endurance da FIA.

Stoffel Vandoorne, que correu pela Maserati na última temporada e pela DS Penske nas duas temporadas anteriores, deixará a Stellantis definitivamente. Ele sairá da equipe de Fórmula E e do programa Peugeot WEC Hypercar (onde será substituído por Theo Purchaire) após o término de seu contrato. Seu companheiro de equipe, Jake Hughes, também deve ficar de fora da dança das cadeiras da Stellantis na Fórmula E, com a Cupra Kiro sendo apontada como uma opção para ele.

Entretanto, a DS Penske continuará a contar com Maximilian Guenther como piloto, e espera-se que Taylor Barnard se junte à equipe, vindo da McLaren, que encerrou suas atividades recentemente, embora sob contrato com a Penske Autosport e não vinculado diretamente à fabricante.

Segundo publicado na revista Racer, a DS permanecerá alinhada à Penske Autosport pelo menos até o final da temporada atual, a última do regulamento GEN3, com o futuro da marca na Fórmula E incerto após esse período. A Stellantis deverá manter presença em pelo menos duas equipes, independentemente da data de publicação do regulamento GEN4, e crescem as especulações de que ela terá sua própria equipe sob a marca Opel quando o regulamento entrar em vigor.

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