Cara, crachá, cara, crachá.

Cara, crachá, cara, crachá.

Fala galera do Ao Volante! Tudo beleza?

Andei sumido, desculpem, mas voltei e para falar sobre credenciais de imprensa. Tem gente que acha que podem ser adquiridas com dinheiro, só que não. Elas vêm com trabalho, comprometimento, reconhecimento. E mesmo assim, às vezes elas são sofridas, ou por prazos curtos de inscrição ou por falhas do sistema. Falarei do segundo caso.

Desde que consegui estar num veículo de imprensa pelo qual me credenciar como fotógrafo, no caso meu segundo mecenas, o Rodrigo Vieira na época com seu site AutoDynamics e a revista Super Speed, tive carta branca dele para me credenciar. Nunca me arrisquei a pedir credenciamentos fora do prazo (sim, perdi prazos e não me perdoo até hoje), pois se há regra e prazo, são para serem cumpridos.

Pelo que minha memória lembra, no ano de 2013 fui a apenas 2 eventos, circunstâncias pessoais me afastaram da fotografia, e esse 2 eventos foram dramáticos para ter a crendencial de imprensa + colete para ter acesso à pista. Os eventos foram o Desafio das Estrelas em Janeiro, no kartódromo do Beto Carrero World e a São Paulo Indy 300 em Maio no Anhembi. Vamos aos dramas.

Para o Desafio das Estrelas eu estava animado, pois tinha acertado de boca, trabalho com 2 pilotos. Dinheiro que entraria na minha conta. Dividi pouso com o excelente Marcus Cicarello. E eu viajei de Curitiba/PR até Penha/SC sem ter a confirmação positiva ou negativa do credenciamento! Chegando lá, um dos pilotos que tinha acertado comigo abortou a missão, pois seu patrocinador tinha contratado outro fotógrafo. OK. Vamos à sala de imprensa ver o que havia acontecido e provavelmente algum problema fez com que meu e-mail não tivesse sido visto pelos responsáveis. Nada que uma boa conversa e verificação de caixa postal não resolvesse, afinal minha capivara de fotojornalista estava (e está) limpa. Evento feito, fotografado, o segundo piloto (milionário) deu pra trás por falta de dinheiro para adquirir as fotos (!). Fazer o que, life goes on…

Maio/2013. IndyCar no Brasil. Seria a 3ª vez que estaria lá. Viajei (de Ponta Grossa/PR até SP/SP) sem receber a dita confirmação novamente. Dividi pouso com o gaúcho gente boníssima Fábio Silva. Da rodoviária do Tietê direto para o Anhembi para ver se havia ou não o credenciamento. Um excesso nas inscrições fez o sistema não responder muitos. Após explicações e conversas recebi a credencial sem colete pela manhã, o suficiente para fazer fotos da arquibancada. Posteriormente, briefing com os chefes de fotografia (um brazuca e o chefe na IndyCar) para receber o colete para poder ir a outros pontos da pista durante o resto do sábado mais o domingo.

É meus amigos, nunca é fácil, mas tem vezes que você é posto à prova por conta dos obstáculos que surgem. Fora esses contratempos possíveis a todos do meio, tem gente que acha que é bolinho ser credenciado e que estando credenciado você pode fazer o que quer e consegue por qualquer pessoa pra dentro do autódromo…haja paciência…

Espero que minha próxima coluna não demore tanto, combinado? Abraço e até lá!