{"id":8413,"date":"2026-07-02T12:45:25","date_gmt":"2026-07-02T15:45:25","guid":{"rendered":"https:\/\/aovolante.tv.br\/?p=8413"},"modified":"2026-07-02T12:45:50","modified_gmt":"2026-07-02T15:45:50","slug":"scott-dixon-e-sua-saida-da-ganassi-o-que-ele-nao-disse","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aovolante.tv.br\/?p=8413","title":{"rendered":"Scott Dixon e sua sa\u00edda da Ganassi: o que ele n\u00e3o disse"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"980\" height=\"653\" src=\"https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-23.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-8415\" srcset=\"https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-23.png 980w, https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-23-768x511.png 768w, https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-23-1920x1279.png 1920w, https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-23-585x390.png 585w, https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/image-23-263x175.png 263w\" sizes=\"(max-width: 980px) 100vw, 980px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma nota divulgada nas redes sociais dizia o seguinte:<br><br>&#8220;<strong>Scott Dixon informou recentemente \u00e0 equipe que n\u00e3o retornar\u00e1 em 2027.<\/strong><br>Scott significou muito para a Chip Ganassi Racing ao longo dos \u00faltimos 24 anos.<br>Juntos, compartilhamos campeonatos, muitas vit\u00f3rias e incont\u00e1veis momentos que ajudaram a definir esta organiza\u00e7\u00e3o. Em raz\u00e3o de tudo o que conquistamos juntos e do legado que Scott construiu aqui, acredit\u00e1vamos que era importante oferecer a ele a oportunidade de encerrar sua carreira na Chip Ganassi Racing, e fizemos uma proposta de contrato de v\u00e1rios anos para tornar isso poss\u00edvel.<br>Respeitamos a decis\u00e3o de Scott de seguir um caminho diferente e desejamos a ele nada al\u00e9m de sucesso cont\u00ednuo. Scott sempre ser\u00e1 uma parte especial da hist\u00f3ria desta equipe, e somos gratos por tudo o que realizamos juntos.<br>Nosso foco agora \u00e9 terminar esta temporada em alta com a equipe do carro n\u00ba 9, patrocinado pela PNC, enquanto tamb\u00e9m nos preparamos para o futuro da Chip Ganassi Racing.&#8221;<br><strong>Chip Ganassi Racing<\/strong>&#8220;<br><br>A mensagem \u00e9 significativa n\u00e3o apenas pelo que diz, mas tamb\u00e9m pelo que escolhe dizer e, principalmente, pelo que n\u00e3o diz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante quase um quarto de s\u00e9culo, imaginar Scott Dixon vestindo um uniforme diferente do da Chip Ganassi Racing parecia imposs\u00edvel. Em uma era em que pilotos mudam de equipe com frequ\u00eancia e contratos raramente atravessam uma d\u00e9cada, a rela\u00e7\u00e3o entre o neozeland\u00eas e a organiza\u00e7\u00e3o de Chip Ganassi tornou-se uma exce\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica. Foram 24 anos compartilhando vit\u00f3rias, campeonatos, derrotas, reconstru\u00e7\u00f5es e transforma\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi mais do que uma rela\u00e7\u00e3o profissional: criou-se uma identidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, o comunicado divulgado pela Chip Ganassi Racing anunciando que Scott Dixon n\u00e3o retornar\u00e1 \u00e0 equipe em 2027 tem um significado que vai muito al\u00e9m do mercado de pilotos. Ele marca oficialmente o encerramento de uma das parcerias mais bem-sucedidas da hist\u00f3ria do automobilismo mundial e inaugura uma nova fase para a IndyCar, para a Ganassi e para o pr\u00f3prio hexacampe\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais do que informar uma sa\u00edda, o texto revela, nas entrelinhas, uma hist\u00f3ria de respeito, reconhecimento e de uma decis\u00e3o tomada pelo pr\u00f3prio piloto, algo que muda completamente a leitura desse momento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Logo na abertura do comunicado, a Ganassi elimina qualquer espa\u00e7o para especula\u00e7\u00f5es: &#8220;Scott Dixon informou recentemente \u00e0 equipe que n\u00e3o retornar\u00e1 em 2027.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A escolha das palavras \u00e9 precisa: n\u00e3o se trata de uma negocia\u00e7\u00e3o interrompida, de um contrato que expirou ou de uma decis\u00e3o conjunta. A equipe deixa claro que foi Scott Dixon quem comunicou sua sa\u00edda. Essa diferen\u00e7a \u00e9 enorme. Em vez de transmitir a imagem de uma equipe iniciando uma renova\u00e7\u00e3o geracional, a nota mostra exatamente o contr\u00e1rio: a Ganassi desejava manter seu principal piloto e foi surpreendida por uma decis\u00e3o tomada por ele.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 uma mudan\u00e7a importante de perspectiva. Depois de 24 temporadas consecutivas defendendo a mesma organiza\u00e7\u00e3o, Dixon escolheu encerrar esse ciclo por iniciativa pr\u00f3pria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Talvez o trecho mais revelador de toda a nota seja aquele em que a Ganassi afirma ter oferecido ao piloto um contrato de v\u00e1rios anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 primeira vista, parece apenas um gesto institucional. Na realidade, trata-se de uma informa\u00e7\u00e3o extremamente significativa: a  equipe n\u00e3o estava oferecendo uma renova\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria ou aguardando para avaliar seu desempenho. Ela apresentou um projeto de longo prazo e, segundo o pr\u00f3prio comunicado, fez isso porque acreditava que Scott Dixon deveria encerrar sua carreira vestindo as cores da organiza\u00e7\u00e3o que ajudou a transformar em uma pot\u00eancia da IndyCar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa informa\u00e7\u00e3o desmonta qualquer interpreta\u00e7\u00e3o de que a idade do piloto teria motivado sua sa\u00edda. Aos olhos da pr\u00f3pria Ganassi, Dixon continuava sendo uma pe\u00e7a estrat\u00e9gica para o futuro da equipe.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Poucas rela\u00e7\u00f5es entre piloto e equipe alcan\u00e7aram a longevidade e o sucesso obtidos por Scott Dixon e Chip Ganassi Racing.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde sua chegada em 2002, Dixon conquistou seis t\u00edtulos da IndyCar, venceu as 500 Milhas de Indian\u00e1polis de 2008, acumulou dezenas de vit\u00f3rias, centenas de largadas, in\u00fameros p\u00f3dios e se consolidou como um dos maiores pilotos da hist\u00f3ria do automobilismo norte-americano. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas reduzir essa parceria aos n\u00fameros seria simplificar demais sua import\u00e2ncia. Durante mais de duas d\u00e9cadas, Dixon participou diretamente da evolu\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica da equipe. Acompanhou diferentes gera\u00e7\u00f5es de chassis, motores Honda e Chevrolet, mudan\u00e7as de regulamento, introdu\u00e7\u00e3o do aerokit, evolu\u00e7\u00e3o da eletr\u00f4nica, desenvolvimento dos pneus Firestone e in\u00fameras transforma\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas que moldaram a IndyCar moderna. Poucos pilotos conhecem t\u00e3o profundamente uma organiza\u00e7\u00e3o quanto Scott Dixon conhecia a Ganassi.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro aspecto interessante \u00e9 o tom adotado pela equipe.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em nenhum momento aparecem cr\u00edticas, insinua\u00e7\u00f5es ou qualquer sinal de desconforto. Ao contr\u00e1rio. A Ganassi faz quest\u00e3o de agradecer pelos campeonatos, pelas vit\u00f3rias e pelos momentos compartilhados, refor\u00e7ando que Scott Dixon sempre far\u00e1 parte da hist\u00f3ria da organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 um comunicado elegante, institucional e extremamente respeitoso, algo compat\u00edvel com a dimens\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o constru\u00edda entre piloto e equipe. Esse tipo de postura tamb\u00e9m transmite uma mensagem importante ao paddock: n\u00e3o houve rompimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Houve apenas a decis\u00e3o de seguir caminhos diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que a Ganassi n\u00e3o disse? Em alguns casos, aquilo que um comunicado omite pode ser t\u00e3o importante quanto aquilo que ele revela. Em nenhum momento a nota menciona o destino de Scott Dixon. E n\u00e3o h\u00e1 refer\u00eancia \u00e0 Arrow McLaren, apesar das informa\u00e7\u00f5es publicadas pelo <em>Sport Business Journal<\/em> apontarem a equipe como prov\u00e1vel destino do piloto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m n\u00e3o aparecem justificativas para sua decis\u00e3o. E essa aus\u00eancia \u00e9 compreens\u00edvel: tradicionalmente, equipes evitam mencionar concorrentes antes que o novo contrato seja oficialmente anunciado. O foco do comunicado \u00e9 outro: reconhecer a import\u00e2ncia de Dixon e confirmar que sua trajet\u00f3ria na organiza\u00e7\u00e3o chegar\u00e1 ao fim. Embora o comunicado n\u00e3o trate desse assunto, \u00e9 imposs\u00edvel analisar essa mudan\u00e7a sem observar a transforma\u00e7\u00e3o vivida pela equipe nos \u00faltimos anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante praticamente duas d\u00e9cadas, Scott Dixon foi o centro esportivo da Chip Ganassi Racing. Era o piloto que liderava o desenvolvimento t\u00e9cnico, atra\u00eda patrocinadores, representava a equipe diante da imprensa e servia como refer\u00eancia para toda a organiza\u00e7\u00e3o. Esse cen\u00e1rio mudou com a chegada de \u00c1lex Palou: o espanhol n\u00e3o apenas venceu corridas. Ele construiu uma sequ\u00eancia de desempenhos que o transformou naturalmente no principal ativo esportivo da Ganassi.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o significa que Dixon tenha perdido competitividade. Significa apenas que a equipe passou a viver uma nova gera\u00e7\u00e3o. Para um piloto com a personalidade extremamente competitiva de Scott Dixon, essa mudan\u00e7a de contexto certamente tamb\u00e9m faz parte da equa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O trecho em que a Ganassi afirma ter oferecido a oportunidade para que Dixon encerrasse sua carreira na equipe talvez revele, sem inten\u00e7\u00e3o, o verdadeiro significado da decis\u00e3o do piloto. Ao recusar essa proposta, Scott Dixon parece transmitir uma mensagem bastante clara: ele n\u00e3o quer apenas concluir sua trajet\u00f3ria, mas quer continuar disputando vit\u00f3rias,  permanecer como protagonista, enfrentar um novo desafio. Pilotos do n\u00edvel de Dixon raramente mudam de equipe para administrar os \u00faltimos anos de carreira. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eles mudam porque acreditam que ainda podem construir algo relevante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sa\u00edda de Scott Dixon da Chip Ganassi Racing representa muito mais do que uma simples movimenta\u00e7\u00e3o da chamada <em>silly season<\/em>. Ela simboliza o encerramento de uma era iniciada em 2002, quando um jovem piloto neozeland\u00eas chegou \u00e0 equipe que se tornaria sua casa por quase toda a vida profissional. Tamb\u00e9m marca uma transi\u00e7\u00e3o geracional dentro de uma das organiza\u00e7\u00f5es mais importantes da categoria e altera o equil\u00edbrio pol\u00edtico e esportivo do paddock.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Independentemente de qual seja seu destino oficial, a IndyCar perde uma de suas associa\u00e7\u00f5es mais ic\u00f4nicas: durante mais de vinte anos, falar em Scott Dixon era falar em Chip Ganassi Racing.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir de 2027, isso deixar\u00e1 de ser verdade. H\u00e1 mudan\u00e7as de equipe que alteram apenas o grid e outras mudam a hist\u00f3ria. A despedida de Scott Dixon da Chip Ganassi Racing pertence \u00e0 segunda categoria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela encerra uma parceria constru\u00edda ao longo de 24 temporadas, seis t\u00edtulos, uma vit\u00f3ria nas 500 Milhas de Indian\u00e1polis e dezenas de triunfos que ajudaram a definir a IndyCar do s\u00e9culo XXI. Mais do que isso, representa uma decis\u00e3o profundamente simb\u00f3lica porque a Ganassi queria que seu maior piloto encerrasse ali a carreira. Dixon agradeceu, mas escolheu outro caminho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando um hexacampe\u00e3o, aos 46 anos, abre m\u00e3o da seguran\u00e7a de permanecer na equipe onde se tornou uma lenda, dificilmente o faz por conveni\u00eancia. Faz porque acredita que ainda h\u00e1 p\u00e1ginas importantes a escrever.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 preciso viver com um prop\u00f3sito!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se a confirma\u00e7\u00e3o de sua ida para a Arrow McLaren realmente vier nas pr\u00f3ximas semanas, a IndyCar n\u00e3o estar\u00e1 apenas assistindo \u00e0 troca de uniforme de um piloto hist\u00f3rico. Estar\u00e1 testemunhando o in\u00edcio do \u00faltimo grande desafio competitivo de Scott Dixon e o fim de uma das alian\u00e7as mais extraordin\u00e1rias que o automobilismo j\u00e1 conheceu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E o que a McLaren ganharia com isso?<br><br>A McLaren retornou \u00e0 IndyCar em 2020 por meio de uma parceria com a ent\u00e3o Schmidt Peterson Motorsports, formando a Arrow McLaren SP. Inicialmente, o objetivo era reconstruir a presen\u00e7a da marca em um campeonato no qual havia escrito parte de sua hist\u00f3ria nas d\u00e9cadas de 1970, com nomes como Johnny Rutherford. Naquele momento, a equipe tinha velocidade, mas ainda n\u00e3o possu\u00eda a estrutura necess\u00e1ria para enfrentar organiza\u00e7\u00f5es como Chip Ganassi Racing e Team Penske ao longo de uma temporada inteira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos primeiros anos, a prioridade foi contratar talentos. Vieram pilotos como Pato O&#8217;Ward, Felix Rosenqvist, Alexander Rossi e Christian Lundgaard.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao mesmo tempo, a McLaren passou a investir pesadamente na contrata\u00e7\u00e3o de engenheiros, estrategistas e especialistas em desempenho vindos de outras equipes da IndyCar e tamb\u00e9m de categorias internacionais. O crescimento foi acompanhado por um aumento significativo da infraestrutura, culminando na inaugura\u00e7\u00e3o do McLaren Racing Center, que praticamente triplicou a capacidade operacional da equipe nos Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa mudan\u00e7a demonstra uma caracter\u00edstica importante: a McLaren deixou de pensar corrida por corrida e passou a construir uma organiza\u00e7\u00e3o de longo prazo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No automobilismo moderno, dinheiro sozinho n\u00e3o vence campeonatos. \u00c9 preciso criar processos, fluxos de trabalho, ferramentas de simula\u00e7\u00e3o, m\u00e9todos de an\u00e1lise de dados, integra\u00e7\u00e3o entre engenharia de pista, f\u00e1brica e desenvolvimento e foi exatamente nisso que a McLaren concentrou boa parte dos investimentos dos \u00faltimos anos. Hoje ela possui uma das maiores estruturas t\u00e9cnicas da categoria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E onde entra a Chevrolet nisso tudo?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Arrow McLaren utiliza motores Chevrolet produzidos pela General Motors em parceria com a Ilmor Engineering. Mas na IndyCar o motor \u00e9 apenas uma parte do pacote. Existe um intenso trabalho conjunto entre fabricante, engenheiros e equipes para desenvolver: calibra\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica, sistemas h\u00edbridos, estrat\u00e9gias de consumo, mapas de pot\u00eancia, integra\u00e7\u00e3o entre motor e chassi&#8230; Esse desenvolvimento \u00e9 permanente durante toda a temporada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 importante esclarecer um ponto: a Arrow McLaren n\u00e3o \u00e9 uma equipe sat\u00e9lite da Team Penske. S\u00e3o organiza\u00e7\u00f5es independentes. Tamb\u00e9m n\u00e3o compartilham livremente seus carros, acertos ou segredos de engenharia. O que existe \u00e9 uma aproxima\u00e7\u00e3o natural dentro do programa Chevrolet.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como Team Penske e Arrow McLaren utilizam motores Chevrolet, ambas trabalham com a GM e a Ilmor no desenvolvimento da unidade de pot\u00eancia. H\u00e1 troca de informa\u00e7\u00f5es relacionadas ao programa do fabricante, testes, confiabilidade, integra\u00e7\u00e3o dos sistemas h\u00edbridos e evolu\u00e7\u00e3o do motor, sempre dentro dos limites estabelecidos pelo regulamento e pela pr\u00f3pria Chevrolet.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na pr\u00e1tica, isso significa que a Chevrolet re\u00fane dados de todas as suas equipes, identifica tend\u00eancias de desempenho, trabalha para melhorar confiabilidade, desenvolve atualiza\u00e7\u00f5es, distribui essas evolu\u00e7\u00f5es entre suas equipes clientes. Quanto mais forte for o conjunto das equipes Chevrolet, maior a capacidade da fabricante de enfrentar a Honda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Porque a Team Penske \u00e9, h\u00e1 d\u00e9cadas, a principal refer\u00eancia t\u00e9cnica da Chevrolet na IndyCar. Conviver dentro do mesmo programa significa que a Arrow McLaren passou a operar muito mais pr\u00f3xima do n\u00edvel de exig\u00eancia t\u00e9cnica do time de Roger Penske. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aten\u00e7\u00e3o: ela n\u00e3o recebe os &#8220;segredos&#8221; da Penske, mas trabalha dentro de um ecossistema t\u00e9cnico muito mais desenvolvido do que h\u00e1 alguns anos! Isso acelera sua curva de aprendizado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por que Scott Dixon faria sentido nesse contexto?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A McLaren j\u00e1 possui infraestrutura moderna, investimento elevado, excelentes pilotos, apoio de um programa Chevrolet consolidado e uma gest\u00e3o esportiva experiente. O que ainda lhe falta \u00e9 um l\u00edder t\u00e9cnico com o hist\u00f3rico de desenvolvimento de carros e leitura estrat\u00e9gica que Dixon construiu em mais de duas d\u00e9cadas na Chip Ganassi Racing.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, caso a contrata\u00e7\u00e3o se confirme, ela n\u00e3o deve ser vista apenas como a chegada de um hexacampe\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Trata-se da incorpora\u00e7\u00e3o de um dos maiores patrim\u00f4nios t\u00e9cnicos da hist\u00f3ria da IndyCar, algu\u00e9m capaz de acelerar o desenvolvimento da equipe e aproxim\u00e1-la ainda mais do n\u00edvel de excel\u00eancia que tornou Ganassi e Team Penske as organiza\u00e7\u00f5es dominantes da categoria nas \u00faltimas d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Acredito que em breve teremos mais assuntos para prosear.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma nota divulgada nas redes sociais dizia o seguinte: &#8220;Scott Dixon informou recentemente \u00e0 equipe que n\u00e3o retornar\u00e1 em 2027.Scott significou muito para a Chip Ganassi Racing ao longo dos&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":38,"featured_media":8415,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_lmt_disableupdate":"","_lmt_disable":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[92,72,104,28],"tags":[81],"class_list":["post-8413","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-col_indy","category-colunista","category-gildo-pires","category-indy","tag-gildo-pires"],"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aovolante.tv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8413","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/aovolante.tv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aovolante.tv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aovolante.tv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/38"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aovolante.tv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8413"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/aovolante.tv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8413\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8416,"href":"https:\/\/aovolante.tv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8413\/revisions\/8416"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aovolante.tv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/8415"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aovolante.tv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8413"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aovolante.tv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8413"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aovolante.tv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8413"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}