{"id":7865,"date":"2026-06-21T22:34:44","date_gmt":"2026-06-22T01:34:44","guid":{"rendered":"https:\/\/aovolante.tv.br\/?p=7865"},"modified":"2026-06-21T22:34:46","modified_gmt":"2026-06-22T01:34:46","slug":"lotus-o-ultimo-triunfo-de-uma-gigante-da-f1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aovolante.tv.br\/?p=7865","title":{"rendered":"Lotus: O \u00faltimo triunfo de uma gigante da F1"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">39 anos atr\u00e1s, a dita &#8220;Ferrari brit\u00e2nica&#8221; tinha seu \u00faltimo triunfo &#8220;original&#8221; nas ruas da ent\u00e3o capital do autom\u00f3vel. E pelas m\u00e3os de um brasileiro<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>por Sergio Milani<\/strong><br><a href=\"https:\/\/sergiomilani.substack.com\/\" data-penci-link=\"external\" target=\"_blank\">Subscreva gratuitamente para receber novos posts e apoiar o meu trabalho.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"928\" height=\"588\" src=\"https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-358.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-7866\" srcset=\"https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-358.png 928w, https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-358-768x486.png 768w, https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-358-1920x1216.png 1920w, https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-358-585x371.png 585w\" sizes=\"(max-width: 928px) 100vw, 928px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sei que o tema acaba sendo um pouco espinhoso. Afinal de contas, as estat\u00edsticas d\u00e3o conta da famosa discuss\u00e3o entre o que seria a Lotus verdadeira entre 2010 e 2011, bem como a assun\u00e7\u00e3o posterior do time de Enstone at\u00e9 2015. Oficialmente, a base de dados da FIA considera 2011 como a ultima temporada do time e o StatsF1, um site com muita confiabilidade, contabiliza as temporadas de 2010 a 2015. Neste ponto, sou \u201ctradicionalista\u201d e, mesmo sabendo de todos os acordos comerciais, considero 1994 como o ponto final daquela Lotus gigante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(At\u00e9 sobre este ano final da Lotus, escrevi um artigo sobre o tema no Parab\u00f3lica. O link \u00e9&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.terra.com.br\/esportes\/automobilismo\/formula1\/1994-o-ultimo-e-doloroso-ato-da-lotus-na-f1,02d85a45d95288d7a3075064519178aezbt0468k.html\" data-penci-link=\"external\" target=\"_blank\">este<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dentro deste contexto, hoje completa-se 39 anos da ultima vit\u00f3ria da Lotus \u201ccl\u00e1ssica\u201d. Em 21 de junho de 1987 estava marcado o VI Grande Pr\u00eamio de Detroit. Quinta etapa da temporada daquele ano, a F1 chegava \u00e0s ruas da \u201cCidade dos Motores\u201d em uma condi\u00e7\u00e3o totalmente aberta. Em quatro corridas, tr\u00eas vencedores diferentes : Alain Prost vencera no Brasil e B\u00e9lgica; Nigel Mansell levou em San Marino e Ayrton Senna havia vencido quinze dias antes em M\u00f4naco. Prost chegava na lideran\u00e7a do campeonato com 18 pontos, perseguido por Senna com 15 pontos e Stefan Johansson (McLaren) com 13 pontos. A Williams, que era considerada a melhor equipe, ficava com Piquet com 12 pontos e Mansell com 10 pontos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/substackcdn.com\/image\/fetch\/$s_!JZD6!,w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep\/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fa7eff8b3-69ed-41df-83e1-420549183f26_1000x1638.jpeg\" alt=\"\" style=\"aspect-ratio:0.6105077781039038;width:664px;height:auto\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Detroit n\u00e3o era uma pista querida pelos pilotos e equipes. Era uma pista de rua montada no centro da Cidade, tendo como cen\u00e1rio o Lago St. Clair e o onipresente Renaissance Center, Sede Mundial da General Motors. Desde 1982 no calend\u00e1rio, era mais uma tentativa de trazer o p\u00fablico estadunidense para as teias da F1. A prova tinha o apoio da cidade, al\u00e9m das gigantes automotivas sediadas l\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os treinos foram dominados por Nigel Mansell, que simplesmente botou 1,5s sobre Senna, que garantiu a segunda posi\u00e7\u00e3o. Piquet foi o terceiro colocado, em uma pista em que j\u00e1 deixou claro v\u00e1rias vezes que n\u00e3o gostava. Ao seu lado, Thierry Boutsen com um Benetton\/Ford. Prost ficava em quinto reclamando horrores do equil\u00edbrio de seu Mclaren, chegando a andar de tanque cheio para tentar melhorar a estabilidade e fazer os pneus funcionarem\u2026<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em um domingo de tempo fechado, que come\u00e7ou com nevoeiro e direito a pista \u00famida no treino de aquecimento, os 26 carros foram para a corrida. Mansell confirma a pole position e sai na frente, sendo seguido por Senna, Piquet e Eddie Cheever (Arrows). Na terceira volta, Piquet tem um pneu furado e vai para os boxes, voltando em 21\u00ba lugar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mansell impunha um ritmo forte, abrindo cerca de 1 segundo por volta sob Senna, que vinha tranquilo na vice-lideran\u00e7a. Por conta de um pedal de freio baixo, o brasileiro segurou seu ritmo. At\u00e9 porque sabia que sua chance de vencer a prova era na estrat\u00e9gia ou se aproveitar de algum problema de Mansell. Seu Lotus 99T tinha no trato de pneus gerado pela suspens\u00e3o ativa o seu grande trunfo e o melhor que poderia acontecer era uma repeti\u00e7\u00e3o de 15 dias antes em M\u00f4naco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(Sobre o 99T, outro artigo sobre o carro feito por mim no Parab\u00f3lica segue&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.terra.com.br\/esportes\/automobilismo\/formula1\/carros-que-mudaram-a-f1-lotus-99t-1987,e69613ab99485188405898f68a812086e3hg78oc.html\" data-penci-link=\"external\" target=\"_blank\">aqui<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A corrida ia ficando animada pela briga na terceira posi\u00e7\u00e3o. Michele Alboreto puxava um grupo composto por Prost e Berger. A Benetton, que prometia bastante para esta etapa por conta de uma nova vers\u00e3o do Ford Turbo V6, foi ficando para tr\u00e1s. Piquet vinha numa escalada fren\u00e9tica e j\u00e1 aparecia em quinto lugar na 30\u00aa volta.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/substackcdn.com\/image\/fetch\/$s_!zo8X!,w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep\/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F596383b5-df3b-4c91-8452-d2d739612e65_1000x667.webp\" alt=\"\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Nelson Piquet ultrapassando Thierry Boutsen. O brasileiro fez uma escalada de encher os olhos ap\u00f3s parar nos boxes na 3\u00aa volta, chegando em 2\u00ba lugar (fonte: Reprodu\u00e7\u00e3o\/ X)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A esta altura, Senna tinha recuperado a confian\u00e7a nos freios e aumentou o ritmo. A diferen\u00e7a que tinha chegado \u00e0 casa de 20 segundos batia nos 14 segundos. Os pneus de Mansell cobravam a conta (lembrar que a GoodYear era fornecedora \u00fanica) e o fato do brasileiro ter andado \u201cmais devagar\u201d ampliado pela suspens\u00e3o ativa, trazia vantagem neste momento da prova.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">At\u00e9 que chegou a volta 34 e Mansell foi fazer sua troca de pneus. A Williams se perdeu no caminho e o trabalho dos mec\u00e2nicos foi longo, especialmente por conta da dificuldade de tirar a roda traseira esquerda. Longos dezoito segundos fizeram o brit\u00e2nico perder a lideran\u00e7a\u2026<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Senna assumia a lideran\u00e7a e Mansell voltava na terceira posi\u00e7\u00e3o, atr\u00e1s de Prost. A Williams #5 faz a volta mais r\u00e1pida e ultrapassa a McLaren do ent\u00e3o bicampe\u00e3o franc\u00eas. Mas logo ap\u00f3s Senna batia o tempo e garantia uma vantagem de 33 segundos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Piquet ultrapassava Prost pela terceira posi\u00e7\u00e3o, enquanto os tempos de Mansell come\u00e7avam a variar muito. Simplesmente c\u00e3imbras acometiam o piloto brit\u00e2nico, que considerou abandonar a prova. Enquanto isso, Senna decidiu n\u00e3o parar nos boxes, embora estivesse em uma situa\u00e7\u00e3o tranquila. E assim foi at\u00e9 o final, mesmo com uma ligeira garoa aparecendo nas voltas finais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Senna completava as 63 voltas com uma diferen\u00e7a de 33 segundos para Piquet. Prost fechava o p\u00f3dio, com Berger em quarto e Mansell se arrastando pela pista, conseguindo ainda um quinto lugar, levando uma volta de Senna. Eddie Cheever fechou os lugares pontu\u00e1veis com o sexto lugar em sua Arrows.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/substackcdn.com\/image\/fetch\/$s_!GTIN!,w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep\/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F8df3c279-cb79-4ee4-aa96-4f2da0e683f6_947x390.jpeg\" alt=\"\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">P\u00f3dio de Detroit, com Piquet (2\u00ba), Senna (\u00ba) e Prost (3\u00ba). (fonte: senna.com.br)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Seria a \u00faltima vit\u00f3ria de Senna naquela temporada e da Lotus dita \u201ccl\u00e1ssica\u201d. Al\u00e9m disso, o brasileiro sa\u00eda de Detroit l\u00edder do campeonato, condi\u00e7\u00e3o que levaria at\u00e9 o GP da Alemanha. Aquela temporada seria a \u00faltima digna de toda a hist\u00f3ria da Lotus, que at\u00e9 hoje marca seu nome em v\u00e1rias estat\u00edsticas da F1 e ajudou atrav\u00e9s da genialidade e persist\u00eancia de seu fundador, Colin Chapman, a moldar tecnicamente a categoria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi em um 21 de junho\u2026.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"[27] SENNA! GP dos Estados Unidos 1987 - Corrida Completa!\" width=\"1170\" height=\"878\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Iv4jdL7myh4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Obrigado por ler Scuderia Milani &#8211; por Sergio Milani! <br><\/strong><br><a href=\"https:\/\/sergiomilani.substack.com\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/sergiomilani.substack.com\/\" data-penci-link=\"external\" target=\"_blank\">Subscreva gratuitamente para receber novos posts e apoiar o meu trabalho.<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>39 anos atr\u00e1s, a dita &#8220;Ferrari brit\u00e2nica&#8221; tinha seu \u00faltimo triunfo &#8220;original&#8221; nas ruas da ent\u00e3o capital do autom\u00f3vel. 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