{"id":7782,"date":"2026-06-24T08:00:46","date_gmt":"2026-06-24T11:00:46","guid":{"rendered":"https:\/\/aovolante.tv.br\/?p=7782"},"modified":"2026-06-23T22:22:02","modified_gmt":"2026-06-24T01:22:02","slug":"ricardo-juncos-perdeu-tudo-menos-seu-sonho-parte-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aovolante.tv.br\/?p=7782","title":{"rendered":"Ricardo Juncos: perdeu tudo, menos seu sonho &#8211; parte 1"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"940\" height=\"564\" src=\"https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-320.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-7784\" srcset=\"https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-320.png 940w, https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-320-768x460.png 768w, https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-320-1920x1152.png 1920w, https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-320-585x351.png 585w\" sizes=\"(max-width: 940px) 100vw, 940px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A imagem que chega ao p\u00fablico nos finais de semana da IndyCar costuma ser simples. Um carro branco e preto ocupa seu lugar no grid ao lado de estruturas lend\u00e1rias como Team Penske, Chip Ganassi Racing, Andretti Global e Arrow McLaren. Para quem acompanha apenas as corridas, a Juncos Hollinger Racing parece apenas mais uma equipe tentando encontrar espa\u00e7o entre organiza\u00e7\u00f5es muito maiores. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas essa leitura \u00e9 superficial. Cada vez que um de seus carros deixa os boxes, carrega uma hist\u00f3ria que come\u00e7ou d\u00e9cadas antes, em uma pequena oficina na Argentina, passou por uma das maiores trag\u00e9dias econ\u00f4micas da Am\u00e9rica Latina e quase terminou in\u00fameras vezes por motivos que nada tinham a ver com velocidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 dif\u00edcil encontrar, em qualquer grande categoria do automobilismo mundial, um propriet\u00e1rio de equipe cuja trajet\u00f3ria seja t\u00e3o marcada por perdas, interrup\u00e7\u00f5es e recome\u00e7os quanto a de Ricardo Juncos. Seu maior advers\u00e1rio nunca foi um piloto rival, um engenheiro mais competente ou um carro mais r\u00e1pido. Foram as crises econ\u00f4micas, a escassez permanente de recursos, a necessidade de abandonar as pistas para sustentar a fam\u00edlia e a obriga\u00e7\u00e3o de reconstruir a pr\u00f3pria vida em outro pa\u00eds quando tudo aquilo que havia constru\u00eddo simplesmente deixou de existir.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa hist\u00f3ria ajuda a compreender algo que muitas vezes passa despercebido pelo p\u00fablico. O automobilismo n\u00e3o \u00e9 sustentado apenas por tecnologia e talento. Ele depende de economias saud\u00e1veis, de empresas dispostas a investir, de cr\u00e9dito dispon\u00edvel, de confian\u00e7a empresarial e de uma cadeia produtiva extremamente sens\u00edvel \u00e0s oscila\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas. Quando um pa\u00eds entra em colapso financeiro, n\u00e3o quebram apenas bancos e ind\u00fastrias. Quebram tamb\u00e9m oficinas, pequenas equipes, carreiras esportivas e projetos de vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ricardo Juncos descobriu isso da maneira mais dura poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nascido em Tigre, na prov\u00edncia de Buenos Aires, cresceu em uma fam\u00edlia de origem simples, onde o trabalho sempre ocupou um lugar central. Muito antes de conhecer os aut\u00f3dromos, conheceu as limita\u00e7\u00f5es impostas pela falta de dinheiro. Em diversas entrevistas concedidas ao longo dos anos, recordou um epis\u00f3dio que jamais deixou sua mem\u00f3ria: houve um per\u00edodo em que seus pais precisaram vender as alian\u00e7as de casamento para conseguir comprar alimentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 um detalhe aparentemente pequeno, mas que explica muito da personalidade que desenvolveria d\u00e9cadas depois. Para uma crian\u00e7a, perceber que at\u00e9 os objetos de maior valor sentimental podem ser sacrificados para garantir a sobreviv\u00eancia da fam\u00edlia altera profundamente a forma de enxergar seguran\u00e7a, responsabilidade e risco. Ricardo cresceu entendendo que patrim\u00f4nio pode desaparecer rapidamente e que estabilidade nunca deve ser tratada como algo permanente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi justamente nesse ambiente que nasceu sua paix\u00e3o pela mec\u00e2nica. Enquanto muitas crian\u00e7as sonhavam apenas em pilotar carros de corrida, ele demonstrava fasc\u00ednio por compreender como as m\u00e1quinas funcionavam. Formou-se em engenharia eletromec\u00e2nica e, ainda muito jovem, passou a dividir sua rotina entre o trabalho t\u00e9cnico e a tentativa de construir uma carreira como piloto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O talento existia, mas a realidade econ\u00f4mica impunha limites claros. Diferentemente dos grandes centros europeus, onde programas de forma\u00e7\u00e3o contam h\u00e1 d\u00e9cadas com investimentos consistentes de montadoras e patrocinadores, o automobilismo argentino sempre dependeu de iniciativas privadas de pequena escala e de empres\u00e1rios dispostos a assumir riscos elevados em um ambiente econ\u00f4mico frequentemente inst\u00e1vel. Isso significava que sobreviver no esporte exigia muito mais do que velocidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ricardo percebeu rapidamente que pilotar dificilmente seria suficiente para garantir seu futuro. Decidiu ent\u00e3o criar sua pr\u00f3pria equipe na F\u00f3rmula Renault Argentina, ao mesmo tempo em que administrava uma oficina mec\u00e2nica ao lado do irm\u00e3o Mariano. A oficina financiava parte da atividade esportiva, enquanto o automobilismo ajudava a desenvolver conhecimentos t\u00e9cnicos e ampliar relacionamentos profissionais. Era um modelo de neg\u00f3cio comum entre pequenas equipes sul-americanas, onde a paix\u00e3o pelo esporte quase sempre precisava ser sustentada por outra atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante alguns anos, o projeto evoluiu de maneira consistente. A oficina conquistava clientes, a equipe come\u00e7ava a ganhar espa\u00e7o nas categorias de base e parecia existir uma perspectiva concreta de crescimento. Ricardo trabalhava praticamente todos os dias da semana, alternando fun\u00e7\u00f5es de engenheiro, mec\u00e2nico, empres\u00e1rio, gestor e piloto. N\u00e3o havia departamentos especializados nem estruturas complexas. Como acontece em in\u00fameras pequenas equipes, praticamente tudo dependia da capacidade de seus propriet\u00e1rios resolverem problemas diariamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas havia um fator imposs\u00edvel de controlar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No in\u00edcio dos anos 2000, a economia argentina caminhava rapidamente para o colapso. Durante quase uma d\u00e9cada, o pa\u00eds manteve a chamada Lei da Conversibilidade, que fixava a rela\u00e7\u00e3o de um peso para um d\u00f3lar. A pol\u00edtica monet\u00e1ria trouxe estabilidade inicial, mas tamb\u00e9m reduziu drasticamente a competitividade da economia argentina. Empresas passaram a enfrentar dificuldades crescentes, o desemprego aumentou, a d\u00edvida p\u00fablica tornou-se insustent\u00e1vel e a confian\u00e7a dos investidores come\u00e7ou a desaparecer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No fim de 2001, o sistema entrou em ruptura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O governo decretou o congelamento dos dep\u00f3sitos banc\u00e1rios, medida que ficaria conhecida mundialmente como &#8220;corralito&#8221;. Milh\u00f5es de argentinos perderam acesso ao pr\u00f3prio dinheiro. Empresas deixaram de honrar compromissos financeiros, fornecedores interromperam atividades, consumidores reduziram drasticamente seus gastos e milhares de pequenos neg\u00f3cios desapareceram em quest\u00e3o de meses.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os n\u00fameros ainda impressionam. O Produto Interno Bruto argentino sofreu uma das maiores retra\u00e7\u00f5es de sua hist\u00f3ria recente. O desemprego ultrapassou 20% da popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa. A pobreza atingiu mais da metade dos habitantes do pa\u00eds e a extrema pobreza cresceu em velocidade ainda maior. Mais de cem mil pequenas e m\u00e9dias empresas encerraram atividades durante aquele per\u00edodo, provocando um efeito em cadeia que atingiu praticamente todos os setores da economia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O automobilismo n\u00e3o escapou. Ao contr\u00e1rio. Talvez tenha sido um dos primeiros segmentos a sentir os efeitos da crise. Quando empresas enfrentam dificuldades financeiras, publicidade costuma ser uma das primeiras despesas cortadas. Patroc\u00ednios desaparecem rapidamente. Categorias de base perdem participantes. Equipes deixam de desenvolver carros. Fornecedores interrompem investimentos. Pilotos abandonam campeonatos porque simplesmente deixam de encontrar quem financie suas temporadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi exatamente isso que aconteceu com Ricardo Juncos: a oficina come\u00e7ou a perder clientes em ritmo acelerado. Muitos simplesmente fecharam as portas. Outros continuavam existindo, mas j\u00e1 n\u00e3o possu\u00edam recursos para pagar pelos servi\u00e7os realizados. Ao mesmo tempo, patrocinadores desapareceram do automobilismo argentino. O dinheiro deixou de circular. O cr\u00e9dito praticamente desapareceu. Pela primeira vez, Ricardo precisou tomar uma decis\u00e3o que mudaria completamente sua trajet\u00f3ria. Continuar competindo significava comprometer a sobreviv\u00eancia da empresa e colocar em risco o sustento da fam\u00edlia. Permanecer no automobilismo deixava de ser uma demonstra\u00e7\u00e3o de coragem para transformar-se em irresponsabilidade financeira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi obrigado a parar. N\u00e3o porque tivesse perdido a paix\u00e3o pelas corridas ou porque faltasse compet\u00eancia. Mas porque a realidade econ\u00f4mica havia vencido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse talvez seja um dos aspectos mais importantes de sua hist\u00f3ria e, ao mesmo tempo, um dos menos compreendidos por quem acompanha apenas os resultados da IndyCar. Em v\u00e1rios momentos da vida, Ricardo n\u00e3o saiu das pistas por derrotas esportivas. Saiu porque n\u00e3o havia condi\u00e7\u00f5es de continuar. Precisou trocar capacetes por planilhas, carros de corrida por contas a pagar e projetos esportivos pela necessidade de preservar aquilo que restava da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Milhares de argentinos viveram dramas semelhantes naquele per\u00edodo. A diferen\u00e7a \u00e9 que Ricardo decidiu transformar aquela derrota em um ponto de partida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2002, ao lado do irm\u00e3o Mariano, embarcou para os Estados Unidos levando aproximadamente 400 d\u00f3lares emprestados pela av\u00f3. \u00c9 um n\u00famero que costuma aparecer em praticamente todas as entrevistas sobre sua trajet\u00f3ria porque simboliza a dimens\u00e3o do risco assumido. Quatrocentos d\u00f3lares n\u00e3o representavam capital para abrir uma empresa. N\u00e3o garantiam conforto. N\u00e3o ofereciam qualquer seguran\u00e7a. Eram apenas o suficiente para atravessar os primeiros dias enquanto buscavam uma oportunidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Deixar a Argentina significava muito mais do que mudar de endere\u00e7o. Significava admitir que o sonho constru\u00eddo ao longo de anos havia sido derrotado pelas circunst\u00e2ncias, abandonar familiares, amigos, clientes e tudo aquilo que havia constru\u00eddo profissionalmente e, mais do que isso, significava aceitar que, aos olhos de muitos, estava come\u00e7ando novamente do zero.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os primeiros meses nos Estados Unidos foram extremamente dif\u00edceis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sem dominar o idioma e sem uma rede de contatos consolidada, Ricardo conseguiu emprego em uma carpintaria industrial. O trabalho exigia esfor\u00e7o f\u00edsico intenso e pouca rela\u00e7\u00e3o tinha com aquilo que imaginara para sua vida. Ainda assim, nunca tratou aquela experi\u00eancia como um fracasso. Enxergava-a como uma etapa necess\u00e1ria para reconstruir o futuro. Durante o dia trabalhava e \u00e0 noite estudava ingl\u00eas. Nos fins de semana buscava qualquer oportunidade de aproximar-se novamente do automobilismo. Era uma rotina exaustiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais do que aprender um novo idioma, precisava compreender uma cultura empresarial completamente diferente daquela que conhecera na Argentina. Descobriu rapidamente que o automobilismo norte-americano funcionava de maneira muito mais estruturada, profissionalizada e dependente de gest\u00e3o do que imaginava. Foi justamente nesse per\u00edodo que come\u00e7ou a perceber que, para sobreviver naquele ambiente, precisaria tornar-se n\u00e3o apenas um bom engenheiro, mas tamb\u00e9m um gestor muito mais preparado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A oportunidade de retorno ao esporte surgiu quando passou a trabalhar como mec\u00e2nico em uma equipe de kart ligada \u00e0 fam\u00edlia Fittipaldi. O sal\u00e1rio era modesto e as condi\u00e7\u00f5es estavam longe do ideal, mas representavam algo infinitamente mais valioso: a possibilidade de voltar ao ambiente das corridas. Ricardo n\u00e3o desperdi\u00e7ou a oportunidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Observava atentamente como funcionava a organiza\u00e7\u00e3o das equipes americanas, a rela\u00e7\u00e3o com patrocinadores, a log\u00edstica, os processos administrativos e a maneira como cada detalhe era planejado. Aos poucos, compreendeu que sua experi\u00eancia na Argentina havia lhe ensinado a sobreviver com poucos recursos, mas os Estados Unidos poderiam ensin\u00e1-lo a construir uma organiza\u00e7\u00e3o capaz de crescer de forma sustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2003 nasceu a Juncos Racing. Inicialmente, era apenas uma pequena equipe de kart, poucos equipamentos e funcion\u00e1rios, recursos extremamente limitados. Mas havia algo diferente. Ao contr\u00e1rio da primeira experi\u00eancia empresarial na Argentina, Ricardo decidiu estruturar a equipe com uma vis\u00e3o de longo prazo. Cada investimento era cuidadosamente planejado. Cada patrocinador era tratado como parceiro estrat\u00e9gico. Cada piloto era visto n\u00e3o apenas como cliente, mas como parte do desenvolvimento da organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados come\u00e7aram a aparecer. Nos anos seguintes, a Juncos Racing transformou-se em uma das principais for\u00e7as das categorias de acesso da Indy. Vieram campeonatos, dezenas de vit\u00f3rias e a reputa\u00e7\u00e3o de revelar talentos capazes de chegar \u00e0 principal categoria do automobilismo americano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por tr\u00e1s daqueles trof\u00e9us, por\u00e9m, continuava existindo uma realidade invis\u00edvel. A equipe permanecia financeiramente vulner\u00e1vel; a cada temporada, precisava ser constru\u00edda praticamente do zero, um novo patrocinador conquistado representava uma garantia de sobreviv\u00eancia. Cada contrato perdido colocava em risco meses de planejamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enfim, Ricardo havia voltado \u00e0s pistas, mas ainda estava muito longe de vencer sua corrida mais importante. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa corrida tinha um nome: IndyCar. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E, para chegar at\u00e9 ela, descobriria que os maiores desafios de sua vida ainda estavam por acontecer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Continua&#8230;<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A imagem que chega ao p\u00fablico nos finais de semana da IndyCar costuma ser simples. 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