{"id":5870,"date":"2026-02-06T18:11:00","date_gmt":"2026-02-06T21:11:00","guid":{"rendered":"https:\/\/aovolante.tv.br\/?p=5870"},"modified":"2026-06-09T20:53:24","modified_gmt":"2026-06-09T23:53:24","slug":"aston-martin-dbx707","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aovolante.tv.br\/?p=5870","title":{"rendered":"Aston Martin DBX707: o SUV que n\u00e3o deveria existir \u2014 e talvez por isso seja t\u00e3o extraordin\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"886\" height=\"591\" src=\"https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-214.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-5871\" srcset=\"https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-214.png 886w, https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-214-768x512.png 768w, https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-214-1920x1280.png 1920w, https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-214-585x390.png 585w, https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-214-263x175.png 263w\" sizes=\"(max-width: 886px) 100vw, 886px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo da hist\u00f3ria da ind\u00fastria automobil\u00edstica, alguns modelos foram criados para conquistar novos mercados. Outros surgiram para atender mudan\u00e7as de comportamento dos consumidores. E existe uma terceira categoria, muito mais rara, formada por autom\u00f3veis que carregam sobre os ombros o futuro de uma marca inteira. O Aston Martin DBX707 pertence exatamente a esse grupo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para compreender a import\u00e2ncia deste ve\u00edculo, \u00e9 preciso voltar alguns anos no tempo. Durante d\u00e9cadas, a Aston Martin construiu alguns dos autom\u00f3veis mais desejados do planeta. O nome da marca tornou-se sin\u00f4nimo de eleg\u00e2ncia brit\u00e2nica, desempenho refinado e exclusividade. Modelos como DB4, DB5, V8 Vantage, Vanquish e DBS ajudaram a criar uma aura que poucas fabricantes conseguiram alcan\u00e7ar. Ao mesmo tempo, a empresa acumulou dificuldades financeiras, mudan\u00e7as de controle e uma luta quase permanente pela sobreviv\u00eancia. Poucas marcas foram t\u00e3o admiradas e, ao mesmo tempo, t\u00e3o vulner\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enquanto isso, o mercado mudava diante de seus olhos. Os consumidores migravam para SUVs em uma velocidade que poucos previram. A Porsche percebeu isso antes de todos com o Cayenne. O resultado foi t\u00e3o expressivo que transformou completamente a sa\u00fade financeira da empresa. Mais tarde vieram Bentley Bentayga, Lamborghini Urus, Rolls-Royce Cullinan e, mais recentemente, o Ferrari Purosangue. O segmento deixou de ser uma tend\u00eancia para se tornar uma necessidade estrat\u00e9gica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando a Aston Martin decidiu entrar nesse mercado, ela n\u00e3o estava simplesmente desenvolvendo um novo produto. Estava apostando seu futuro. O sucesso do DBX significaria recursos para financiar o desenvolvimento de novos esportivos, novas tecnologias e a continuidade de uma das marcas mais tradicionais do planeta. O fracasso, por outro lado, teria consequ\u00eancias dif\u00edceis de calcular.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Talvez por isso o DBX707 seja um autom\u00f3vel t\u00e3o fascinante. Ele carrega uma responsabilidade enorme e, ao mesmo tempo, precisa cumprir uma miss\u00e3o extremamente complicada: ser um SUV capaz de preservar a identidade de uma marca constru\u00edda sobre coup\u00e9s esportivos de motor dianteiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Passei alguns dias ao volante do DBX707 percorrendo estradas que combinam exatamente os cen\u00e1rios necess\u00e1rios para entender um autom\u00f3vel dessa categoria. Tr\u00e2nsito urbano, vias expressas, trechos sinuosos e longas viagens permitiram observar n\u00e3o apenas seus n\u00fameros, mas principalmente sua personalidade. E foi justamente a\u00ed que surgiu a primeira surpresa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O DBX707 n\u00e3o se comporta como um SUV de alta performance tradicional. Na verdade, em muitos momentos ele sequer parece um SUV.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A impress\u00e3o come\u00e7a antes mesmo de ligar o motor. Existe uma eleg\u00e2ncia natural em suas propor\u00e7\u00f5es. Enquanto alguns concorrentes optam por uma est\u00e9tica agressiva e quase caricata, o Aston Martin segue um caminho diferente. O longo cap\u00f4, a linha de cintura elevada, a traseira musculosa e a maneira como a carroceria parece abra\u00e7ar as rodas criam uma presen\u00e7a que transmite for\u00e7a sem recorrer a exageros. Ele n\u00e3o tenta intimidar. N\u00e3o precisa.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"567\" height=\"378\" src=\"https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-15.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5874\" srcset=\"https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-15.jpeg 567w, https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-15-768x512.jpeg 768w, https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-15-1920x1280.jpeg 1920w, https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-15-585x390.jpeg 585w, https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-15-263x175.jpeg 263w\" sizes=\"(max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao entrar na cabine, a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 semelhante. Os materiais est\u00e3o entre os melhores que j\u00e1 encontrei em um ve\u00edculo dessa categoria. Couro, alum\u00ednio, fibra de carbono e acabamento artesanal convivem de maneira harmoniosa. Mas o aspecto que mais me chamou aten\u00e7\u00e3o foi a posi\u00e7\u00e3o de condu\u00e7\u00e3o. Apesar da altura t\u00edpica de um SUV, existe algo extremamente familiar para quem j\u00e1 dirigiu outros Aston Martin. O motorista continua sendo o centro das aten\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi apenas quando encontrei as primeiras curvas r\u00e1pidas que comecei a entender a verdadeira dimens\u00e3o do trabalho realizado pelos engenheiros da marca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todo motorista experiente sabe que a f\u00edsica \u00e9 uma advers\u00e1ria implac\u00e1vel. N\u00e3o importa quanto dinheiro seja investido em um projeto. N\u00e3o importa quantos sistemas eletr\u00f4nicos estejam dispon\u00edveis. Um ve\u00edculo de mais de 2,2 toneladas continuar\u00e1 sendo um ve\u00edculo de mais de 2,2 toneladas. Pelo menos em teoria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na pr\u00e1tica, o DBX707 parece determinado a desafiar essa l\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A primeira curva percorrida em ritmo mais elevado provoca uma sensa\u00e7\u00e3o quase estranha. Seu c\u00e9rebro espera uma determinada quantidade de inclina\u00e7\u00e3o da carroceria. Espera perceber claramente a transfer\u00eancia de peso. Espera sentir a massa do ve\u00edculo tentando seguir em frente. Mas nada acontece da forma prevista. O carro muda de dire\u00e7\u00e3o com uma rapidez impressionante e, principalmente, com uma naturalidade que n\u00e3o deveria existir em um utilit\u00e1rio esportivo desse porte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Grande parte desse comportamento \u00e9 resultado de um trabalho extremamente sofisticado realizado na suspens\u00e3o. O sistema pneum\u00e1tico adaptativo, combinado com controle eletr\u00f4nico de rolagem e amortecedores continuamente ajust\u00e1veis, consegue manter a carroceria sob controle mesmo quando o ritmo aumenta significativamente. O mais impressionante \u00e9 que esse controle n\u00e3o vem acompanhado da rigidez excessiva que muitos fabricantes utilizam para mascarar peso. O DBX707 continua confort\u00e1vel, refinado e silencioso mesmo em longas viagens.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse equil\u00edbrio \u00e9 muito mais dif\u00edcil de alcan\u00e7ar do que parece.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo dos anos tive a oportunidade de dirigir praticamente todas as refer\u00eancias desse segmento. O Lamborghini Urus impressiona pela agressividade. O Porsche Cayenne Turbo GT impressiona pela efici\u00eancia. O Ferrari Purosangue impressiona pela originalidade de conceito. O Aston Martin impressiona por outra raz\u00e3o: ele consegue reunir caracter\u00edsticas de todos eles sem perder sua pr\u00f3pria identidade.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"567\" height=\"378\" src=\"https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-16.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5875\" srcset=\"https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-16.jpeg 567w, https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-16-768x512.jpeg 768w, https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-16-1920x1280.jpeg 1920w, https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-16-585x390.jpeg 585w, https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-16-263x175.jpeg 263w\" sizes=\"(max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A dire\u00e7\u00e3o talvez seja o melhor exemplo disso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois de d\u00e9cadas dirigindo carros esportivos, aprendi que a dire\u00e7\u00e3o \u00e9 o local onde uma marca revela sua verdadeira personalidade. Motores podem ser compartilhados. Plataformas podem ser compartilhadas. Sistemas eletr\u00f4nicos podem ser adquiridos de fornecedores externos. A maneira como um volante conversa com o motorista n\u00e3o pode ser copiada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O DBX707 possui uma dire\u00e7\u00e3o extraordinariamente bem calibrada. Existe peso suficiente para transmitir confian\u00e7a, mas sem qualquer artificialidade. Mais importante ainda, existe comunica\u00e7\u00e3o. O volante transmite informa\u00e7\u00f5es sobre ader\u00eancia, carga e comportamento do eixo dianteiro com uma clareza cada vez mais rara na ind\u00fastria. Em poucos quil\u00f4metros voc\u00ea passa a confiar no carro. E confian\u00e7a \u00e9 o que permite explorar desempenho de verdade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sob o cap\u00f4 est\u00e1 outro dos grandes protagonistas desta hist\u00f3ria. O V8 biturbo de quatro litros produz 707 cv e 900 Nm de torque. S\u00e3o n\u00fameros impressionantes, mas que contam apenas parte da hist\u00f3ria. Depois de algumas horas ao volante, fica claro que o verdadeiro destaque n\u00e3o est\u00e1 na pot\u00eancia m\u00e1xima, mas na forma como o motor entrega desempenho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os 900 Nm de torque transformam qualquer retomada em um exerc\u00edcio de f\u00edsica aplicada. Em velocidades intermedi\u00e1rias, basta um leve movimento do p\u00e9 direito para que o horizonte pare\u00e7a se aproximar rapidamente. N\u00e3o existe atraso. N\u00e3o existe hesita\u00e7\u00e3o. Existe apenas uma reserva aparentemente infinita de for\u00e7a dispon\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O mais interessante \u00e9 que toda essa pot\u00eancia \u00e9 entregue com refinamento. O motor n\u00e3o parece nervoso. N\u00e3o parece temperamental. Ele transmite uma sensa\u00e7\u00e3o de autoridade mec\u00e2nica. Como se estivesse sempre trabalhando muito abaixo de sua capacidade real.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A transmiss\u00e3o autom\u00e1tica de nove velocidades merece parte do cr\u00e9dito. Diferentemente de solu\u00e7\u00f5es convencionais com conversor de torque, a Aston Martin optou por um sistema de embreagem \u00famida capaz de proporcionar respostas mais r\u00e1pidas e diretas. O resultado \u00e9 uma conex\u00e3o muito mais pr\u00f3xima entre acelerador, motor e rodas.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"567\" height=\"378\" src=\"https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-13.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5872\" srcset=\"https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-13.jpeg 567w, https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-13-768x512.jpeg 768w, https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-13-1920x1280.jpeg 1920w, https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-13-585x390.jpeg 585w, https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-13-263x175.jpeg 263w\" sizes=\"(max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante uma viagem longa, outro aspecto come\u00e7ou a ficar evidente. O DBX707 n\u00e3o \u00e9 apenas um SUV extremamente r\u00e1pido. Ele \u00e9 um leg\u00edtimo grand tourer. Essa talvez seja sua maior qualidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Muitos ve\u00edculos dessa categoria conseguem impressionar durante alguns quil\u00f4metros. Poucos mant\u00eam o mesmo n\u00edvel de excel\u00eancia ap\u00f3s horas de condu\u00e7\u00e3o. O Aston Martin consegue. Os bancos permanecem confort\u00e1veis. O isolamento ac\u00fastico \u00e9 excelente. A suspens\u00e3o continua absorvendo imperfei\u00e7\u00f5es sem comprometer o controle da carroceria. Existe uma sensa\u00e7\u00e3o constante de refinamento que acompanha o motorista em qualquer situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E talvez seja justamente isso que o diferencia dos concorrentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Urus \u00e9 mais teatral.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Purosangue \u00e9 mais ex\u00f3tico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Cayenne Turbo GT \u00e9 mais cl\u00ednico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O DBX707 \u00e9 mais completo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele consegue ser extremamente r\u00e1pido sem se tornar cansativo. Consegue ser extremamente luxuoso sem se tornar distante. Consegue ser extremamente refinado sem abrir m\u00e3o da emo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao final da avalia\u00e7\u00e3o, fiquei pensando em quantos desafios precisaram ser superados para que esse carro existisse. A Aston Martin precisava de um SUV. Precisava de vendas. Precisava de rentabilidade. Precisava garantir seu futuro. O caminho mais f\u00e1cil teria sido produzir um utilit\u00e1rio esportivo competente e aproveitar a for\u00e7a da marca para vend\u00ea-lo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas os engenheiros decidiram seguir um caminho muito mais dif\u00edcil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Decidiram construir um Aston Martin de verdade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E conseguiram.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"567\" height=\"378\" src=\"https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-14.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5873\" srcset=\"https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-14.jpeg 567w, https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-14-768x512.jpeg 768w, https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-14-1920x1280.jpeg 1920w, https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-14-585x390.jpeg 585w, https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-14-263x175.jpeg 263w\" sizes=\"(max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Dados T\u00e9cnicos<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Motor V8 4.0 biturbo<br>Pot\u00eancia: 707 cv<br>Torque: 900 Nm<br>Transmiss\u00e3o autom\u00e1tica de nove velocidades com embreagem \u00famida<br>Tra\u00e7\u00e3o integral permanente<br>0 a 100 km\/h: 3,3 segundos<br>Velocidade m\u00e1xima: 310 km\/h<br>Peso aproximado: 2.245 kg<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Veredicto<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O DBX707 n\u00e3o \u00e9 apenas o SUV mais importante j\u00e1 produzido pela Aston Martin. \u00c9 provavelmente o autom\u00f3vel mais importante da hist\u00f3ria moderna da marca. Seu sucesso garantiu recursos para o desenvolvimento de novos modelos, fortaleceu a posi\u00e7\u00e3o da empresa em um mercado extremamente competitivo e demonstrou que era poss\u00edvel entrar em um segmento dominado por gigantes sem abrir m\u00e3o da pr\u00f3pria identidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais importante do que isso, por\u00e9m, \u00e9 o fato de que ele continua sendo um Aston Martin leg\u00edtimo. Um carro que valoriza o motorista, privilegia a experi\u00eancia de condu\u00e7\u00e3o e oferece um equil\u00edbrio raro entre desempenho, refinamento e emo\u00e7\u00e3o. Em uma \u00e9poca em que muitos SUVs de alta performance parecem apenas exerc\u00edcios de engenharia, o DBX707 continua parecendo um autom\u00f3vel criado por pessoas apaixonadas por dirigir.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E talvez esse seja o maior elogio que um Aston Martin possa receber.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao longo da hist\u00f3ria da ind\u00fastria automobil\u00edstica, alguns modelos foram criados para conquistar novos mercados. Outros surgiram para atender mudan\u00e7as de comportamento dos consumidores. 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