{"id":2752,"date":"2026-02-01T22:51:56","date_gmt":"2026-02-02T01:51:56","guid":{"rendered":"https:\/\/aovolante.tv.br\/?p=2752"},"modified":"2026-02-01T22:51:57","modified_gmt":"2026-02-02T01:51:57","slug":"citroen-ha-mais-de-100-anos-explorando-novos-territorios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aovolante.tv.br\/?p=2752","title":{"rendered":"Citro\u00ebn: h\u00e1 mais de 100 anos explorando novos territ\u00f3rios"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"529\" height=\"313\" src=\"https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2753\" srcset=\"https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image.png 529w, https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-768x454.png 768w, https:\/\/aovolante.tv.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-1920x1136.png 1920w\" sizes=\"(max-width: 529px) 100vw, 529px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde o in\u00edcio, a Citro\u00ebn buscou ir al\u00e9m das ruas e rotas convencionais para conquistar novos terrenos, sem abrir m\u00e3o da confiabilidade e do conforto em qualquer situa\u00e7\u00e3o, caracteristicas que se tornaram parte da marca e est\u00e1 presente nos SUVs do duplo chevron.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1922, tr\u00eas anos ap\u00f3s a funda\u00e7\u00e3o da marca, a Citro\u00ebn aceitou o desafio de atravessar o Saara de carro pela primeira vez. Para Andr\u00e9 Citro\u00ebn, estar em grandes expedi\u00e7\u00f5es e cruzar territ\u00f3rios inexplorados era a melhor forma de consolidar a imagem da marca e refor\u00e7ar a robustez dos modelos produzidos pela Citro\u00ebn. O deserto do Saara reunia as condi\u00e7\u00f5es ideais para esse prop\u00f3sito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para garantir o sucesso da miss\u00e3o e a adapta\u00e7\u00e3o dos ve\u00edculos \u00e0s condi\u00e7\u00f5es mais extremas, Andr\u00e9 Citro\u00ebn contratou Adolphe K\u00e9gresse, engenheiro militar franc\u00eas que esteve ao servi\u00e7o do czar da R\u00fassia e patenteou um sistema que permitia que os autom\u00f3veis fossem capazes de enfrentar terrenos dif\u00edceis com maior efici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A lideran\u00e7a da expedi\u00e7\u00e3o foi confiada a Georges-Marie Haardt, ent\u00e3o diretor-geral da Citro\u00ebn e com experi\u00eancia pr\u00e9via em ve\u00edculos blindados durante a Primeira Guerra Mundial. Ao seu lado estava Louis Audouin-Dubreuil, que reunia viv\u00eancia militar em unidades de tanques, experi\u00eancia como piloto de guerra e profundo conhecimento do Norte da \u00c1frica, adquirido como oficial das for\u00e7as coloniais francesas, no qual foi respons\u00e1vel pelos ve\u00edculos em expedi\u00e7\u00f5es como a Saoura\u2013Tidikelt, em 1919. Esse mesmo grupo seria decisivo tamb\u00e9m nas expedi\u00e7\u00f5es do \u201cCroisi\u00e8re Noire\u201d e do \u201cCroisi\u00e8re Jaune\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O document\u00e1rio desta travessia permaneceu em cartaz por quatro anos em diversos cinemas de Paris. Pouco depois, Andr\u00e9 Citro\u00ebn passou a considerar um objetivo ainda mais ambicioso, cruzar todo o continente africano de carro, da Arg\u00e9lia at\u00e9 Madagascar. Assim come\u00e7ou a tomar forma a pr\u00f3xima grande expedi\u00e7\u00e3o da marca, o \u201cCroisi\u00e8re Noire\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No dia 28 de outubro de 1924, oito ve\u00edculos Citro\u00ebn equipados com reboques, carregados com suprimentos e pe\u00e7as mec\u00e2nicas, reuniram-se em Colomb-B\u00e9char, no sul da Arg\u00e9lia. O grupo partiu em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 regi\u00e3o de Tanezrouft, conhecida como \u201ca terra da sede\u201d, dando in\u00edcio a um percurso de aproximadamente 24 mil quil\u00f4metros pelo continente africano. Ao volante estavam cerca de 20 homens, sob o comando de Georges-Marie Haardt e Louis Audouin-Dubreuil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar do planejamento detalhado, os imprevistos surgiram rapidamente. Al\u00e9m das doen\u00e7as tropicais, o terreno representou um dos maiores desafios. No deserto pedregoso, as rotas precisavam ser abertas manualmente. Nos rios, muitas vezes infestados de crocodilos, foi necess\u00e1rio construir balsas ou pontes improvisadas, algumas com at\u00e9 58 metros de extens\u00e3o. Em regi\u00f5es de vegeta\u00e7\u00e3o densa, trilhas foram abertas com fac\u00f5es. A isso se somaram capotagens, \u00e1reas de areia movedi\u00e7a, inc\u00eandios em ve\u00edculos e encontros com grupos hostis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda assim, o cronograma precisava ser cumprido. Em 20 de junho de 1925, diante de uma multid\u00e3o de cerca de 60 mil pessoas, tr\u00eas dos quatro grupos que haviam se reorganizado em Kampala (Uganda), chegaram a Antananarivo (Madag\u00e1scar) ap\u00f3s embarques realizados em Mombasa (Qu\u00eania), Dar es Salaam (Tanz\u00e2nia) e Beira (Mo\u00e7ambique). O quarto grupo juntou-se aos demais apenas no final de agosto, ap\u00f3s percorrer cerca de 5.000 quil\u00f4metros adicionais at\u00e9 a Cidade do Cabo (\u00c1frica do Sul).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m do desafio t\u00e9cnico de cruzar a \u00c1frica de autom\u00f3vel, o \u201cCroisi\u00e8re Noire\u201d deixou um legado significativo. A expedi\u00e7\u00e3o resultou em 27 quil\u00f4metros de filme, 6 mil fotografias e um amplo conjunto de desenhos e pinturas de Alexandre Iacovleff, que retrataram os povos e culturas encontrados ao longo do percurso. No campo cient\u00edfico, foram coletadas 300 amostras de plantas, 800 aves e 1.500 insetos, muitos deles at\u00e9 ent\u00e3o desconhecidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em seguida, Andr\u00e9 Citro\u00ebn voltou a reunir Haardt e Audouin-Dubreuil para lan\u00e7ar o \u201cCroisi\u00e8re Jaune\u201d, uma expedi\u00e7\u00e3o dedicada \u00e0 travessia do continente asi\u00e1tico por regi\u00f5es extremas como o Himalaia e o Deserto de Gobi. Ap\u00f3s o sucesso da expedi\u00e7\u00e3o africana, o projeto contou com o apoio da National Geographic Society e a participa\u00e7\u00e3o de cientistas renomados, como Pierre Teilhard de Chardin, que integrou a equipe como ge\u00f3logo e paleont\u00f3logo. Foram organizados dois grupos. O grupo \u201cPamir\u201d partiu de Beirute, no L\u00edbano, enquanto o grupo \u201cChina\u201d iniciou sua jornada a partir de Tianjin.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os mais de 12 mil quil\u00f4metros em terrenos complexos somaram-se desafios pol\u00edticos e burocr\u00e1ticos, incluindo a proibi\u00e7\u00e3o de atravessar territ\u00f3rio sovi\u00e9tico e o contexto inst\u00e1vel da China \u00e0 \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s partir de Beirute em 4 de abril, os ve\u00edculos seguiram por Damasco, Bagd\u00e1, Teer\u00e3, Herat e Kandahar at\u00e9 chegar a Cabul, enfrentando temperaturas que chegavam a 50\u00b0C e comprometiam o desempenho dos motores. O trecho mais exigente veio na chegada a Srinagar, na Caxemira, aos p\u00e9s do Himalaia, uma regi\u00e3o at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9dita para o autom\u00f3vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois de diversos epis\u00f3dios, os grupos Pamir e China se encontraram em Urumchi, no oeste da China. Em 30 de novembro, retomaram a jornada com o desafio de atravessar a Mong\u00f3lia e o Deserto de Gobi durante o inverno. O frio extremo exigia o uso de \u00e1gua fervente nos radiadores para evitar o congelamento, al\u00e9m de manter os motores em funcionamento constante. A expedi\u00e7\u00e3o chegou a Pequim em 12 de fevereiro de 1932, ap\u00f3s mais de 12 mil quil\u00f4metros percorridos em condi\u00e7\u00f5es adversas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa experi\u00eancia contribuiu diretamente para o desenvolvimento do Citro\u00ebn 2CV, concebido inicialmente como um ve\u00edculo de uso rural, capaz de atravessar um campo arado transportando uma cesta de ovos sem quebrar nenhum. Com o 2CV, a marca realizou desafios como a Volta ao Mediterr\u00e2neo, em 1952. Nas d\u00e9cadas seguintes, foram realizadas viagens at\u00e9 T\u00f3quio via \u00cdndia, a travessia das Am\u00e9ricas do Alasca \u00e0 Terra do Fogo e, em 1960, a primeira Volta ao Mundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Citro\u00ebn ampliou as capacidades fora de estrada do 2CV com a vers\u00e3o Sahara, equipada com tra\u00e7\u00e3o integral e dois motores, um na dianteira e outro na traseira. Sob organiza\u00e7\u00e3o da marca, grandes raids foram realizados, como o Paris-Cabul-Paris, em 1970, e o Raid \u00c1frica, em 1973, que percorreu 8 mil quil\u00f4metros pelo Saara e reuniu milhares de jovens europeus. O lan\u00e7amento do Citro\u00ebn AX deu origem \u00e0 \u201cOpera\u00e7\u00e3o Drag\u00e3o\u201d, que abriu ao Ocidente regi\u00f5es da China at\u00e9 ent\u00e3o pouco acess\u00edveis. O Berlingo foi o ve\u00edculo central do Raid Paris-Moscou. Soma-se a esse hist\u00f3rico as quatro vit\u00f3rias do Citro\u00ebn ZX no Rally Dakar, em 1991, 1994, 1995 e 1996.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fonte: Stellantis<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde o in\u00edcio, a Citro\u00ebn buscou ir al\u00e9m das ruas e rotas convencionais para conquistar novos terrenos, sem abrir m\u00e3o da confiabilidade e do conforto em qualquer situa\u00e7\u00e3o, caracteristicas que&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":2753,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"content-type":"","_lmt_disableupdate":"","_lmt_disable":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[25],"tags":[45],"class_list":["post-2752","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nas-ruas","tag-stellantis"],"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aovolante.tv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2752","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/aovolante.tv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aovolante.tv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aovolante.tv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aovolante.tv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2752"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/aovolante.tv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2752\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2754,"href":"https:\/\/aovolante.tv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2752\/revisions\/2754"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aovolante.tv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2753"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aovolante.tv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2752"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aovolante.tv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2752"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aovolante.tv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2752"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}